Informações inicialmente publicadas pelo portal UOL indicam que o nome de Cuca foi avaliado internamente como um bom substituto para Paulo Sousa, que segue ameaçado em seu cargo por conta dos resultados. Todavia, um grupo de dirigentes teria apresentado resistência à opção, sobretudo por uma condenação por estupro recebida pelo treinador na década de 1980.
O caso ocorreu em 1987, quando o time do Grêmio, do qual Cuca, então jogador, fazia parte, viajou à Suíça para uma excursão. À época, uma menina de 13 anos acusou ele e mais três jogadores de estupro coletivo: Eduardo Hamester, Fernando Castoldi e Henrique Etges. O caso foi parar nos tribunais suíços, rendendo, dois anos depois, uma condenação a 15 meses de prisão.
Cuca e os demais atletas do Grêmio jamais cumpriram a pena, uma vez que o Brasil não extradita os seus cidadãos. Além disso, o ex-técnico do Atlético-MG nega todas as acusações, garantindo a sua inocência.
Outro motivo pelo qual Cuca não é bem visto por parte dos dirigentes diz respeito à sua passagem nos anos 2000. À época, o treinador colocou em dúvida a qualidade do elenco, que posteriormente faria história com a conquista do Campeonato Brasileiro de 2009 sob o comando do então técnico interino Andrade, tendo Adriano Imperador como homem de referência.
Por fim, em declarações proferidas nesta terça-feira (07) a jornalistas, Cuca descartou, por ora, assumir o comando do Flamengo. O treinador destacou que a sua saída do Atlético-MG tem a ver com questões pessoais, além de afirmar que o time conta com um técnico em exerício.
