O Atlético Mineiro anseia que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puna o atacante Gabigol, do Flamengo, por supostamente incitar a violência, violando, assim, a disciplina e a ética desportiva. O embasamento dos mineiros diz respeito às declarações do jogador após a partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, disputada no Estádio do Mineirão e terminando com derrota do Mais Querido por 2 a 1.
Na ocasião, à beira do gramado, Gabigol convocou os torcedores ao Estádio do Maracanã para o confronto de volta, dizendo que os atletas do Atlético-MG sentirão a pressão vinda das arquibancadas rubro-negras, caracterizando o ambiente como um “inferno” aos adversários.
“Agora temos outro final de semana e depois vamos para a Libertadores. Quando eles forem para lá vão conhecer o que é pressão e o que é inferno”, foram as palavras do jogador do Mais Querido.
Na visão atleticana, ao usar o termo “inferno”, Gabi teria acirrado os ânimos dos torcedores visando a disputa que acontece no próximo dia 13 de julho. A notícia de infração foi analisada pelo procurador-geral do STJD, Ronaldo Botelho Piacente, na última quinta-feira (23). Agora o atacante terá um prazo de 03 (três) dias para se manifestar.
O Atlético Mineiro deseja que Gabigol seja punido nos artigos 243-D e 258, ambos do Código Brasileiro de Justiça, prevendo multa e suspensão de 360 a 720 dias, bem como suspensão de uma a seis partidas, respectivamente.
