A ida de Jorge Jesus à cidade do Rio de Janeiro, onde aproveitou o Carnaval carioca, foi marcada por grande polêmica. As informações publicadas pelo jornalista Renato Maurício Prado em sua coluna no UOL, decorrentes de conversa com o treinador, caíram com uma bomba na imprensa esportiva. Além de queimar a sua imagem com o Flamengo e despertar a ira dos dirigentes rubro-negros, colocou Paulo Sousa, Marcos Braz e Bruno Spindel em uma situação delicada.
De início, Jorge Jesus negou que tenha sido convidado pelo Flamengo em 2021. Marcos Braz e Bruno Spindel, que estiveram em Portugal, deram versão distinta, reiterando a proposta apresentada ao Mister e narrando a sinuca de bico na qual o Rubro-Negro foi colocado, na medida em que JJ não decidia a sua saída do Benfica, ao passo que o time da Gávea, em meio a tal incerteza, precisava fechar com um novo comandante para a temporada de 2022.
“Não (convidaram). A conversa foi superficial e em momento algum me fizeram um convite ou, ao menos, me perguntaram se eu queria voltar. E aquele era um momento difícil, pois se eu pedisse demissão do Benfica, teria que pagar uma multa de 10 milhões de euros”, teria dito Jorge Jesus para a referida fonte, indicando que a partir de janeiro deste ano poderia abrir as negociações com a diretoria da Gávea.
Nos bastidores da Gávea, há uma forte compreensão de que o objetivo de Jorge Jesus com sua visita ao Brasil tenha sido tumultuar o ambiente do Flamengo e dar uma espécie de “troco” por conta da pressão que viveu em Portugal à época em que estava prestes a deixar o Benfica, simultaneamente à ida dos dirigentes do Mais Querido ao país com o intuito de negociarem a contratação.
