Em meio a uma das piores crises de credibilidade de sua história, a CBF enxerga os 40 clubes que disputam as séries A e B do Campeonato Brasileiro se mobilizarem em prol da construção de uma liga independente. Os documentos de oficialização já foram assinados, restando algumas questões burocráticas e orçamentárias a serem resolvidas. Dentre elas está a divisão de cotas na televisão, com pedidos de alguns clubes pela divisão igualitária. Clubes como Corinthians e Flamengo, detentores das maiores torcidas do país, posicionaram-se de forma contrária à essa divisão, na medida em que, pelo maior número de adeptos, entendem que geram maiores receitas em termos de visibilidade.
Deixando a rivalidade de lado, o empresário inglês John Textor, o principal acionista da SAF do Botafogo, entende que o Flamengo está correto em tais exigências. O dirigente compreende que não há espaço para o socialismo, sobretudo no futebol, razões pelas quais os clubes que detêm maiores torcedores podem exigir fatias maiores do bolo de distribuição das receitas televisivas.
“Em relação ao poder econômico do Flamengo, ele existe desde antes da minha chegada. Eu não posso fazer nada em relação ao fato de que eles têm 40 milhões de torcedores e 200 milhões de dólares em faturamento. É o que é. Mas quando você forma uma liga nova, veja, o socialismo não funciona”, foram as palavras do empresário bilionário em entrevista concedida ao programa Globo Esporte, da Rede Globo.
A nova liga, que deve receber a alcunha LIBRA, está em reta final de seu planejamento. Como dito, os principais entraves são do ponto de vista econômico, com clubes como Athletico-PR e Goiás que discordam da maneira como as divisões foram apresentadas. Em contrapartida, outros clubes como Flamengo, Palmeiras e Santos seguem otimistas e encabeçam as negociações, acreditando que uma liga independente da CBF será de grande importância para aumentar as receitas dos times brasileiros.
