A diretoria do Flamengo divulgou publicamente no último domingo o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2022. Os cálculos indicam um déficit na casa de 63,6 milhões de reais, despertando a atenção dos torcedores, que comentaram sobre o assunto nas redes sociais. Para o diretor financeiro, Fernando Góes, não há motivo para preocupação, na medida em que nos primeiros meses do ano os rendimentos são necessariamente inferiores.
Na sequência, Fernando Góes ressalta que, em verdade, o desempenho alcançado pelo Flamengo foi superior ao que vinha sendo previsto. Contribuiu para tal situação positiva a venda de jogadores, incluindo o atacante Michael, que rendeu uma bolada milionária na ordem de 59 milhões de reais aos cofres rubro-negros.
“Esse ano, primeiro trimestre só teve Campeonato Carioca. Ou sejam três meses, com custo normal, mas como receita mesmo, de jogo, só o Carioca. O que ajudou foi que as vendas da bilheteria foram boas, o retorno do público foi muito bom, então é um negócio previsível. O que ajuda a amenizar são coisas pontuais como a venda de jogadores. O sócio-torcedor também estamos chegando quase a 70 mil novamente. No orçamento, já estava previsto”, foram as palavras do dirigente em entrevista concedida para o portal Globo Esporte.
No fim das contas, o primeiro trimestre de 2022 rendeu para o Flamengo o valor de 98 milhões de reais disponíveis tanto em conta corrente, quanto em aplicações financeiras de renda fixa, as quais poderão ser convertidas em dinheiro que grande facilidade. Por essa razão, serão dispensáveis futuros incrementos do endividamento financeiro, na medida em que o numerário disponível para o clube será capaz de suprir todas as demandas necessárias no decorrer da temporada.
