O momento vivido pelo Flamengo em suas bastidores não é o dos melhores. A derrota para o Fluminense na final do Campeonato Carioca expôs a existência de uma espécie de rixa entre os jogadores, com grupos de atletas em oposição. Neste contexto, uma situação que está causando muito polêmica diz respeito à braçadeira de capitão e às consecutivas ordens vindas de Paulo Sousa acerca do atleta a utilizá-la.
Tradicionalmente, nomes com Filipe Luís, Everton Ribeiro, Diego Ribas, Diego Alves e Willian Arão, jogadores mais experientes do elenco, têm dividido entre si a braçadeira. Todavia, Paulo Sousa sinaliza o desejo de que o atacante Gabi seja o novo comandante do grupo, em respeito à reformulação no elenco que pretende realizar.
A escolha causa questionamentos internos, sobretudo pelas polêmicas fora dos gramados vividas por Gabi. Além disso, o jogador teria causado um mal-estar interno por não ter realizado a cobrança do 12º pênalti diante do Atlético-MG na Supercopa do Brasil, desencadeando, inclusive, questionamentos por parte dos veteranos.
A última partida na qual Gabi utilizou a braçadeira de capitão ocorreu diante do Vasco da Gama na semifinal do Campeonato Carioca. Desde então, Paulo Sousa percebeu a rixa interna e, para acalmar os ânimos, opta por Filipe Luís e Everton Ribeiro, em escala de rodízio, para utilizá-la.
Outro episódio, ocorrido diante do Resende pela Taça Guanabara, também gerou polêmica. Everton Ribeiro, ao ser substituído, passou a sua braçadeira de capitão a Arão, o qual correu em direção a Diego Alves para transferi-la. À beira do gramado, Paulo Sousa exigiu que o camisa 5 permanecesse com o artefato, situação que causou estranheza entre os jogadores.
