O Flamengo ainda não conseguiu se acertar com um novo treinador desde a saída do português Jorge Jesus, o qual deixou o Rubro-Negro no início da temporada de 2020 depois de conquistar uma Libertadores, um Campeonato Brasileiro, uma Recopa, uma Supercopa e um Campeonato Carioca. Desde então, passaram pelo Centro de Treinamento Ninho do Urubu o catalão Domènec Torrent, os brasileiros Rogério Ceni e Renato Gaúcho e, agora, o conterrâneo de JJ, Paulo Sousa.
Em todos os casos, os contratos não foram cumpridos até o fim, havendo as respectivas rescisões por decisão unilateral da diretoria do Flamengo. Deste modo, a cada treinador mandado embora da Gávea, valores referentes a multas rescisórias foram gastos, representando uma enorme quantia em dinheiro retirada dos cofres do Mais Querido.
Neste sentido, informações inicialmente publicadas pelo jornalista Jorge Nicola indicam que o Flamengo gastou pelo menos 17,4 milhões de reais com as demissões dos técnicos que sucederam Jorge Jesus e antecederam Paulo Sousa. De todos eles, o mais caro foi o catalão Domènec Torrent, que levou a diretoria da Gávea ao pagamento do valor de 11,4 milhões de reais em virtude da precoce rescisão de seu contrato – a qual, segundo a mesma fonte, ainda não foi quitada.
Rogério Ceni e Renato Gaúcho, por sua vez, receberam dos cofres do Flamengo os mesmos três milhões de reais, totalizando o montante de 17,4 milhões de reais. A situação desperta preocupação com relação a Paulo Sousa, tendo em vista o desinteresse da diretoria da Gávea em despender novos numerários em termos de multas rescisórias.
