O ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello conseguiu uma vitória junto ao Conselho Deliberativo do clube, com absolvição após a apresentação de recurso. A sua defesa ocorreu em face das acusações perpetradas pelo Conselho de Administração sob o argumento de que o ex-dirigente teria ferido o Estatuto após polêmicas declarações referentes ao incêndio no Ninho do Urubu que tirou a vida de 10 jovens jogadores.
Em agosto de 2021, o ex-mandatário foi suspenso por 90 dias do quadro de sócios do Flamengo, culminando em um impedimento na participação das eleições à presidência pelos próximos cinco anos, tendo entrado com recurso contra a decisão.
A absolvição de Bandeira de Mello terminou com 281 votos para que a suspensão fosse revogada, ante 135 para que fosse mantida, além de dois nulos e um branco.
A polêmica teve início quando o ex-presidente, em entrevista ao jornalista Jorge Nicola, declarou ter “quase certeza” de que, na sua presidência, a tragédia do Ninho do Urubu não teria acontecido.
“Fiquei lá seis anos e não aconteceu nada. O que aconteceu ali, eu já não estava mais lá, e sinceramente não sei qual foi a causa. Mas espero que o MP chegue à verdade”, afirmou à época.
Em maio, o grupo político denominado Vanguarda Rubro-Negra ofereceu denúncia em face do ex-presidente, acusando-o de infringir os artigos 24, parágrafo XI, e 49 do Estatuto do clube. Na pior das hipóteses, os referidos dispositivos preveem suspensão por até 360 dias ou exclusão em definitivo do quadro social.
Eduardo Bandeira de Mello assumiu a presidência do Flamengo na temporada de 2013, sendo o grande responsável pela reorganização das finanças do clube, ainda que, no período, tenha conquistado apenas uma Copa do Brasil. Além de liquidar a maior parte das dívidas, contribuiu para o sucesso dentro de campo que viria posteriormente com a administração de Rodolfo Landim.
