Integrantes de torcidas organizadas foram à porta do Centro de Treinamento Ninho do Urubu na manhã desta sexta-feira (08) para protestar. Os jogadores e membros da comissão técnica de Paulo Sousa foram hostilizados e cobrados, haja vista o baixo desempenho dentro de campo. Todos os motoristas foram abordados e tiveram que parar os seus automóveis, abaixar os vidros e ouvir com atenção as reclamações dos torcedores.
Uma exceção à regra foi o meia uruguaio De Arrascaeta. O jogador chegou em seu carro esportivo e, sem ser identificado de início, recebeu ordens para que parasse. Ao abaixar os vidros, os torcedores perceberam de quem se tratava, ovacionando-o e dando-lhe passagem sem qualquer tipo de reclamação.
“É o Arrasca, é o Arrascaeta“, gritaram. A partir disso, o uruguaio recebeu o carinho dos torcedores: “Valeu, Arrasca“, “Tu é nós“, “Deixa o Arrascaeta passar“, “Esse pode passar“, foram alguns dizeres de quem estava no local protestando, que aplaudiram o jogador.
Protestos começaram no Ninho do Urubu. O Arrascaeta foi um dos primeiros a chegar por aqui. Os torcedores receberam de boa o uruguaio. Uma das frases foi: “Ele é nosso, ele nosso. Não é ele que tem que cobrar” #colunadofla pic.twitter.com/mcZEM4LnbR
— Letícia Marques (@soyyleticia) April 8, 2022
Os demais jogadores, diferentemente do camisa 14, não receberam o mesmo carinho dos torcedores. O volante Thiago Maia, por exemplo teve o carro socado por um dos manifestantes, que chegou a subir sobre o automóvel.
O ato representa uma retaliação à reunião que fora desmarcada para a última quinta-feira. O vice-presidente de futebol, Marcos Braz, havia combinado um encontro com os representantes das organizadas, mas por pressão interna decidiu cancelar o evento. A situação irritou os adeptos, que organizaram o protesto para a sexta-feira.
