O Tribunal de Justiça Desportiva do Estado do Rio de Janeiro absolveu nesta quarta-feira (09) o Fluminense da denúncia de racismo de seus torcedores em face de Gabi, camisa 9 do Flamengo, durante o clássico realizado pela Taça Guanabara no último dia 6 de fevereiro. O julgamento aconteceu de maneira unânime, com todos os cinco juízes votando favoravelmente ao Tricolor.
O Rubro-Negro, por sua vez, no mesmo julgamento, também por unanimidade, foi condenado ao pagamento de R$ 20 mil em virtude dos cantos homofóbicos de seus torcedores contra o Fluminense. A penalidade máxima em face do Mais Querido poderia chegar a R$ 100 mil, mas não foi acatada na integralidade da denúncia. O Tricolor, por sua vez, poderia perder pontos na classificação geral da Taça Guanabara.
Para comprovar o racismo sofrido por seu jogador, o Flamengo entregou um lado assinado pelo perito técnico Ricardo Molina, identificando gritos com a palavra “macaco” endereçadas ao camisa 9. O Fluminense, por sua vez, apresentou um documento assinado pela perita técnica Valeria Leal, garantindo que as palavras são inconclusivas, não sendo possível identificar o teor das mensagens.
Gabi não compareceu ao julgamento, ao passo que o Fluminense levou como testemunha o preparador físico Marcos Seixas. Ele confirmou ter escutado vários xingamentos contra o jogador do Flamengo, mas alegou que não foi possível identificar se algum deles apresentou cunho racista.
Por fim, Vitinho, do Flamengo, recebeu uma advertência pela confusão envolvendo Calegari, do Fluminense. Ambos foram expulsos na partida, mas, no caso do julgamento, o atleta tricolor foi absolvido.
