O Conselho Deliberativo do Flamengo convocou uma reunião em caráter extraordinário a fim de que seja debatida a possibilidade de suspensão do ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello. Tudo começou após declarações feitas pelo ex-mandatário com relação à tragédia ocorrida no Centro de Treinamento Ninho do Urubu, alegando que, caso o clube estivesse sob sua gestão, o incêndio não teria acontecido.
As declarações do ex-presidente foram analisadas e julgadas pelo Conselho de Administração do Flamengo, que votou pela suspensão pelo prazo de 90 dias. Todavia, Bandeira de Mello conseguiu reverter a decisão por meio de um recurso, fazendo com que a análise fosse levada para a discussão no Conselho Deliberativo.
À época da suspensão, Bandeira de Mello fez fortes críticas com relação ao Conselho de Administração do Flamengo, afirmando que a decisão tinha o intuito de lhe afastar do processo eleitoral, além de expulsá-lo do quadro associativo, sem quaisquer tipos de fundamentação legal para tanto. “Meus acusadores torturaram o estatuto do clube para encontrar uma forma de me alijar do quadro associativo e do processo eleitoral do Flamengo. Num processo com motivação política, fui punido por crime de opinião”, afirmou na ocasião.
Eduardo Bandeira de Mello foi o último presidente do Flamengo antes do início da Era Rodolfo Landim. Entre os torcedores, é conhecido por ter reorganizado as finanças do clube, situação associada como fundamental para o atual período de estabilidade financeira vivido pelo time da Gávea.
