O Grêmio está acusando a torcida do Flamengo de proferir cantos homofóbicos durante a partida entre as duas equipes na última quarta-feira (15), quando o Mais Querido sacramentou a sua vaga para as semifinais da Copa do Brasil de 2021. A partida contou com o retorno da Nação Rubro-Negra ao Estádio do Maracanã após autorização da Prefeitura do Rio de Janeiro, sendo, inclusive, motivo de outra briga antes do confronto, quando a diretoria do Tricolor chegou a ameaçar que não entraria em campo, uma vez que, na ida, disputada na Arena do Grêmio, não houve a presença de público.
Imagens que circulam pelas redes sociais mostram um grupo de torcedores que esteve no Maracanã entoando um tradicional grito contra os torcedores do Rio Grande do Sul. Na letra do cântico, insinua-se: “Arerê, Gaúcho da o c* e fala tchê”. É a partir desses vídeos que a diretoria do Grêmio pleiteia punir o Rubro-Negro, cobrando, inclusive, uma eventual desclassificação da Copa do Brasil de 2021.
O argumento dos gaúchos está embasado no que dispõe o artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) com relação a práticas consideras ofensivas ou discriminatórias. É a letra da lei: “Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009)”.
O argumento é análogo ao que desclassificou o Grêmio da Copa do Brasil em 2014, quando uma torcedora chamou o goleiro Aranha, do Santos, de “macaco”.
