O ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, enfrenta, nesta segunda-feira (16), mais uma batalha nos bastidores da Gávea. Isso porque a atual gestão do presidente Rodolfo Landim pleiteou, junto ao conselho do clube, a expulsão da entidade por conta de polêmicas declarações relacionadas à tragédia do Ninho do Urubu, quando atletas das categorias de base foram mortos.
Em entrevista posterior, Bandeira de Mello declarou que a tragédia não aconteceria caso ainda fosse o presidente do Flamengo, tendo em vista que os alojamentos definitivos já estavam prontos. O incêndio ocorreu no mês de fevereiro de 2019, cerca de um mês e meio após a posse da gestão de Rodolfo Landim e seus aliados.
Já houve um pedido anterior pela expulsão de Bandeira de Mello apreciado pelo conselho do Flamengo, o qual foi negado. Agora, o colegiado possui uma nova composição, tornando possível um entendimento em sentido oposto que seja capaz de punir o ex-presidente. Neste ano, o clube enfrenta eleições gerais que irão definir a próxima diretoria, as quais ocorrem no fim da temporada.
Eduardo Bandeira de Mello e Rodolfo Landim respondem conjuntamente pelo incêndio na Justiça. No caso do ex-presidente, a sua responsabilidade é em conjunto com os engenheiros que assinaram as obras da estrutura, sendo tratado como incêndio culposo. O atual gestor, por sua vez, sofre denúncias por parte do Ministério Público por suspeitas de gestão fraudulenta envolvendo empresas e desvio de pensão de servidores na casa dos R$ 100 milhões.
