Bruno, ex-goleiro do Flamengo, decidiu colocar um ponto final em sua carreira no futebol. Condenado e cumprindo regime semi-aberto pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, chegou a tentar alguns clubes por Minas Gerais e Acre, mas sofreu dura pressão por onde passou, tendo em vista os seus antecedentes criminais e, segundo ele, pela “pressão midiática”.
“Eu tinha, sim, a vontade de continuar no futebol, até porque é um sonho de criança, que foi realizado. E infelizmente não consegui. Deixei isso em terceiro ou quarto plano por causa da pressão midiática”, disse o ex-jogador em entrevista concedida ao canal Nação Urubu 81, no YouTube.
De acordo com Bruno, o seu condicionamento físico ainda permitira jogar por mais alguns anos, considerando estar em boa forma para o esporte. Além disso, alega receber carinho popular pelos locais por onde passa, especialmente no Rio de Janeiro, onde viveu o auge de sua carreira vestindo a camisa do Flamengo. Todavia, as suas tentativas de retorno ao futebol sempre foram marcadas por muitas críticas e perdas de patrocinadores, fazendo com que optasse pela aposentadoria.
Em outro trecho da entrevista, Bruno afirma ter sido condenado a uma prisão perpétua pela mídia por conta do assassinato de sua ex-companheira, sem ter a possibilidade de recomeçar e mostrar que um ser humano é capaz de dar a volta por cima apesar dos seus erros. Na sequência, revelou mágoas com o Flamengo por nunca ser recordado pelo clube. “Por mais que a imprensa tente não vai apagar minha história no Flamengo. Vão apagar o título de 2009?”, alfinetou.
