O Flamengo viveu momentos tensos na temporada de 2020, sanados com a conquista do Campeonato Brasileiro. Após uma sequência de goleadas, o técnico catalão Domènec Torrent foi substituído por Rogério Ceni, mas os problemas e pressões continuaram a atormentar o Mais Querido, protagonizando um dos momentos mais críticos desde a vitoriosa campanha de 2019.
Rogério Ceni demorou a colocar o time do Flamengo nos trilhos e, durante uma sequência de derrotas, diversos setores da torcida fizeram pressão contra a diretoria pedindo a queda do recém contratado. A alta cúpula do clube, por sua vez, segurou a barra por mais algumas semanas, tomando a decisão correta em face do título conquistado, tendo em vista que o time recuperou as vitórias na reta final da temporada.
Sobre o assunto, o vice-presidente de futebol Marcos Braz foi sincero ao comentar sobre a barra que precisou segurar para não demitir o treinador. “Só Deus sabe a pressão que eu segurei para não demitir o Rogério Ceni”, confessou em entrevista ao Extra logo após a conquista do terceiro Campeonato Brasileiro pelo Flamengo em seu currículo (2009, 2019 e 2020).
Na visão do dirigente, um dos maiores méritos da atual administração do Flamengo foi manter a base de jogadores vitoriosos de 2019, sem perdê-los em grandes contratações no mercado da bola. A mesma estratégia seguirá para 2021, com o interesse em conservar o atual plantel, repleto de craques, protagonistas no cenário brasileiro.
