Os conselheiros do Flamengo aprovaram nesta quinta-feira, dia 11 de fevereiro, o pedido de empréstimo de 35 milhões de reais junto ao Banco BRB, coincidentemente, um dos patrocinadores do clube. O dinheiro é necessário para manter o fluxo de caixa, tendo em vista que o Rubro-Negro foi duramente atingido pela pandemia provocada pelo novo coronavírus. Além de perder as receitas com bilheterias, vivenciou uma fuga de quase metade do número de sócios-torcedores, além de outros imprevistos desencadeados pela pandemia.
Neste contexto, as perspectivas inicias de saldar as dívidas foram frustradas. O empréstimo começará a ser pago somente em 2022, empurrando a dívida para a próxima administração do clube, tendo em vista que 2021 é ano de eleições na Gávea. A estimativa inicial era quitar a dívida total de 90 milhões de reais em duas metades, sendo 35 milhões em 2020 e outros 35 milhões neste ano, mas o planejamento não poderá ser realizado.
Com o empréstimo junto ao BRB, a expectativa da diretoria é liquidar algumas das dívidas mais urgentes, sem prejudicar a próxima gestão do clube. Apesar de todas as medidas de austeridade fiscal, não será possível atingir as metas de reduzir a dívida líquida de 305 milhões com os 90 milhões propostos pela presidência de Landim.
Enquanto isso, dentro de campo, o clube procura uma maneira de aliviar a tensão interna. No momento, o Flamengo é o grande favorito ao título do Brasileirão, em confronto direto com o Internacional.
