O Flamengo encara um problema de gerência em seu futebol. É discurso rotineiro na Gávea que os jogadores tomaram conta do clube, com diretores pouco inteirados com o dia a dia do time. Neste contexto, é difícil para a presidência fazer alterações pontuais, ficando às cegas para opinar sobre o trabalho da comissão técnica, atualmente sob o comando de Rogério Ceni.
Na última semana, o presidente Rodolfo Landim chegou a comparecer ao Ninho do Urubu para se inteirar sobre o futebol do clube, tendo em vista que os assessores que lhe cercam, da mesma forma, mantém contato distante. Um dos que mais dialogam com os jogadores é o VP Marcos Braz e o diretor Bruno Spindel, que estão no CT quase todos os dias, mas não possuem prestígio suficiente para interferir nos trabalhos da comissão técnica.
De acordo com informações publicadas pelo Extra, esse abismo entre os dirigentes e o dia a dia do futebol do Flamengo fez com que os jogadores da chamada geração 85, formada pelos principais veteranos de 2019, como Diego Alves, Diego Ribas e Filipe Luís, passassem a distribuir as cartas no clube – com a saída de Jorge Jesus, que concentrava esses poderes.
Com o passar dos meses, o grupo de liderança começou a se ramificar, com divisão ainda maior entre esses grupos. Sem questionar a hierarquia vigente, os mais jovens seguem trabalhando sem questionar, mas o incômodo é evidente.
Após o encontro entre os diretores nesta segunda-feira para discutir o futuro de Rogério Ceni, foi compreendido que o técnico não é totalmente responsável pelos fiascos, com promessas de que mudanças importantes serão feitas no departamento de futebol do Mais Querido.
