Há mais de 40 dias Domènec Torrent foi demitido do Flamengo e Rogério Ceni imediatamente assumiu o time, só que até hoje o técnico catalão não entrou em acordo com seu ex-clube e a rescisão contratual continua se arrastando.
Os advogados de Dome acertaram tudo com o Rubro-Negro há cerca de duas semanas, só que as negociações acabaram esbarrando nas exigências feitas pelos auxiliares do catalão, enquanto o Flamengo afirma que seguirá as leis trabalhistas brasileiras.
Tudo isso porque Jordi Gris, Jordi Guerrero e Julián Jiménez querem determinar que poderão recorrer à Corte Arbitral do Esporte no caso do Flamengo não cumprir o que está sendo combinado entre as partes.
O clube carioca alega que trata-se de vínculos distintos e que essa resolução não faz sentido, lembrando que os auxiliares têm direito a R$ 815 mil. Os três tiveram a Carteira de Trabalho devidamente registrada conforme determina a CLT, mas o técnico catalão segue o que determina a Lei Pelé.
Em meio a esta polêmica, Dome resolveu prestar solidariedade aos colegas e o acerto ficou travado. O Flamengo já havia confirmado que pagaria agora apenas uma parte dos direitos de imagem e o valor referente à parte trabalhista seria pago no fim do contrato que é válido até janeiro de 2022.
O departamento de futebol do Flamengo se comprometeu a retomar as negociações com os espanhóis, mas não há previsão para o fim da novela e a única certeza até agora é que o imbróglio continuará em 2022.
