O ano de 2020 está perto de chegar ao fim, mas o imbróglio entre Flamengo e o técnico catalão Domènec Torrent ainda não chegou ao fim. O estrangeiro teve a demissão anunciada no último dia 9 de novembro após uma sequência de resultados instáveis, agravados por goleadas sofridas diante do Atlético Mineiro e São Paulo.
O principal ponto de desentendimento entre Domènec Torrent e Flamengo esteve nas discussões ao redor da multa por rescisão contratual, com o treinador querendo receber cada centavo do que lhe era de seu direito, ao passo que a diretoria da Gávea tentava negociar esses valores, a fim de que não pesassem nos cofres do clube.
Em determinado momento, as conversas entre as duas partes chegaram a caminhar bem, mas continuou a existir um imbróglio, desta vez composto pelos integrantes da comissão técnica de Domènec Torrent: Jordi Guerrero, Jordi Gris e Julian Jimenez. Estes continuam protagonizando impasses com a diretoria, sem previsão para acerto.
Os auxiliares acreditam que o Flamengo deve arcar com quantias financeiras em termos de garantias, conforme o contrato. Caso o Rubro-Negro não o faça, prometem pleitear resolução do caso junto à CAS (Corte Arbitral do Esporte).
O Flamengo, por sua vez, indica que o acordo de garantias foi estendido somente a Domènec Torrent, não sendo um direito a ser pago aos auxiliares técnicos. Para o treinador, o clube desembolsou 1,8 milhão de euros, o que corresponde a cerca de 11 milhões de reais, parte já acertada e o restante estendido para janeiro de 2022, quando o contrato chegaria de fato ao fim.
