Rodinei admite momento ruim, tenta esquecer vaias e se orgulha da braçadeira de capitão

Rodinei estreou pelo Flamengo em janeiro de 2016, e, 138 jogos depois, com direito a gol do título carioca de de 2017, sabe bem como funciona o humor da torcida rubro-negra. O lateral-direito vive uma fase ruim, com vaias recebidas já nos primeiros toques na bola durante o empate em 0 a 0 com o Volta Redonda, sábado no Maracanã. Sua receita para tentar mais uma volta por cima é trabalho e paciência.

Para o jogador, a cobrança chega forte nele porque os torcedores já viram em outros momentos que ele pode render mais do que está rendendo. No decorrer da partida contra o Voltaço, os rubro-negros foram diminuindo o tom da cobrança ao jogador.

Em breve a lateral direita, que atualmente tem como titular Pará, outro que vira e mexe é alvo da ira da torcida, vai ganhar a concorrência do consagrado Rafinha, que faz sua última temporada pelo Bayern de Munique e tem um acordo com o Fla.

– Eles sabem que posso dar muito mais. Não tenho vivido um grande momento, mas só com trabalho para isso passar. Em outros anos houve outros jogadores que a torcida também pegou no pé. Estou há quatro anos no Flamengo e estou acostumado. Nessas horas tem que ter personalidade, entrar em campo e tentar ajudar o time – disse Rodinei.

Contra o Voltaço, Abel Braga escalou um time formado por reservas, muitos deles bastante jovens. Rodinei, um dos mais experientes, foi o escolhido para ser o capitão. Ele acredita ter sido um reconhecimento. Quando Diego entrou em campo no segundo tempo, o lateral teve a iniciativa de dar a braçadeira ao camisa 10.

– Demonstra a confiança do treinador e do grupo. Fiquei feliz e surpreso. Só soube hoje (sábado). Mostra também o respeito que as pessoas têm pela minha trajetória no Flamengo. Acho que desse time que jogou acho que sou o que tem mais tempo de casa – disse o lateral.

Abel justificou sua escolha, elogiou a postura de Rodinei e disse que há clubes interessados em contratá-lo.

– O torcedor tem suas objeções, mas entendeu a dedicação do Rodinei. Sabendo disso, o coloquei como capitão. Ele é um cara que sempre trabalha mais do que 100%. Três clubes já mostraram interesse. É um cara que dá o máximo, mas o torcedor é soberano e temos que saber conviver com a crítica – afirmou o treinador.

O principal motivo da fúria recente da torcida é o gol perdido no clássico com o Vasco. Quando o Fla vencia por 1 a 0, Rodinei teve a chance, sem goleiro, de fazer o gol de garantir a vitória. Ele bateu fraco na bola, e Danilo Barcelos salvou. A partir dali, o lateral rubro-negro passou a viver um inferno astral. Mas ele planeja se recuperar o quanto antes.

– Não foi fácil. Sei que perdi o gol, mas vejo que não estão dando mérito também para o cara que voltou lá do meio de campo para tirar a bola. Mas é normal a cobrança da torcida, ainda mais em um clássico. Foi muito dolorido. Cheguei a chorar no vestiário. Mas tenho que passar por isso, com minha personalidade e carisma. O importante é nos fecharmos no vestiário e fazermos o melhor pelo clube – finalizou.

O Flamengo volta a campo na próxima terça-feira, no Maracanã, para enfrentar o Madureira. Uma vitória garante o time nas semifinais do Carioca. A tendência é de que Abel Braga escale força máxima desta vez.

GLOBO ESPORTE

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