Preparado para altitude, Flamengo embarca neste domingo para Oruro

Ciente das dificuldades que os 3,750 metros de altitude do Estádio Jesús Bermudez, palco da estreia da Copa Libertadores, podem trazer, o Flamengo iniciou uma preparação específica para a partida contra o San José, na terça-feira, há semanas. A programação especial passou por medicamentos, acompanhamento individualizado e a realização de exercícios específicos. O que foi e será feito até a bola rolar, não é garantia de sucesso, mas a ideia do clube é minimizar os riscos e aumentar as chances de conquistar uma vitória. 

Todos os jogadores do Flamengo, por exemplo, estão tomando medicamentos que aumentam a captação de oxigênio desde os primeiros dias da pré-temporada. Além disso, estão realizando exercícios respiratórios, com auxílio de um aparelho, que estimulam os músculos responsáveis pela inspiração. 

Essas foram algumas das medidas adotadas pelo departamento fisiológico e médico do clube para minimizar os efeitos da altitude. Além do San José, a equipe ainda enfrentará a LDU nesta fase de grupos da Liberta. O estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito fica a 2,750 metros acima do nível do mar. 

A parte final da preparação, contudo, não pôde ser realizada como Abel Braga e o departamento planejaram por conta da interdição do Ninho do Urubu. Na quarta, sexta sábado e domingo, os treinos foram realizados na sede da Gávea, onde não está à disposição do time a mesma estrutura moderna que há no CT. 

Após a vitória sobre a Portuguesa, na quinta, Abel Braga não escondeu a insatisfação com a decisão da Prefeitura em lacrar o Centro de Treinamento. 

– O que não temos (na Gávea) é o pós jogo, piscina… O trabalho regenerativo. Ouvi dizer que o prédio da prefeitura não tem o Habite-se. O Flamengo é muito grande. Essa situação nos irritou um pouquinho. A dor do luto não se apaga, mas conseguimos superar. Agora veio isso.Tudo que tem lá (no Ninho) é novo. A Gávea é diferente, tem o torcedor. É bom, mas o ideal é privacidade – disse.

VOO FRETADO E TUBOS DE OXIGÊNIO

A delegação rubro-negra embarca neste domingo. O voo que sai do Rio de Janeiro, contudo, tem destino a cidade de Santa Cruz de La Sierra, que fica a 416 metros acima do nível do mar. De acordo com o departamento médico, seriam necessários duas semanas para o time se adaptar à altitude de Oruro, o que não seria possível por conta do calendário brasileiro. Assim, a estratégia adotada será “subir” à cidade da partida apenas horas antes do apito inicial. 

Na segunda-feira, um treino será realizado na cidade boliviana a nível do mar. Comissão técnica e jogadores deixarão Santa Cruz de La Sierra seis horas antes da bola rolar. Ou seja, às 13h15 (de Brasília) de terça-feira. A saída de Oruro será imediatamente após a partida. As movimentações serão em voos fretados. 

O clube levará tubos de oxigênio para atender os jogadores antes, durante e depois da partida. Em 2007, contra o Real Potosí (BOL) a 3.960 metros de altitude, foram utilizados quatro tubos de 10 mililitros e dois de 50 mililitros.

LANCENET

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