Nasce uma nova mística: a noite em que a camisa 10 da Gávea foi rebatizada no Maracanã

A mística segue lá, intacta, imaculada. A representação máxima do que é ser Flamengo. Mas agora rodeada pelo mesmo número de anjos da camisa daquele que é aclamado como Deus para os rubro-negros.

Se Jorge Ben Jor batizou Zico em letra e música como “o camisa 10 da Gávea”, a noite de quinta-feira no Maracanã deu outro significado ao número em vermelho e preto. Definições que se completam como extensão de um novo Flamengo. É a 10 do Ninho. São os 10 do Ninho. Ou #Nossos10 como o próprio clube decretou.

O gol de Luciano já nos acréscimos deu ao Fluminense a vaga na decisão da Taça Guanabara. Vitória justa, por sinal. Mas, Luciano que nos desculpe, o clássico de 14 de fevereiro de 2019 será sempre lembrado como o clássico dos 10.

Dez de Arthur – como aquele da Gávea -, de Athila, Bernardo, Christian, Gedson, Jorge, Pablo, Rykelmo, Samuel e Victor. Dos Garotos do Ninho, que monopolizaram os melhores sentimentos rubro-negros em uma noite onde a decepção não ofuscou a emoção.

A mistura de erro técnico com displicência de Arrascaeta e o time pouco criativo e desorganizado são problemas a serem resolvidos por Abel Braga a partir do treinamento da tarde desta sexta-feira. Representam o que não deu certo numa noite em que o Flamengo tem razões mais importantes para recordar.

Recordar uma nova mística que o acompanhará daqui para frente. O clube do camisa 10 da Gávea agora também é o clube da camisa 10 dos Garotos do Ninho. Aqueles que são lembrando em versos de saudade:

“Ah, como eu queria ter vocês aqui…”.

GLOBO ESPORTE

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