Flamengo prega jogo de paciência e quer ouvir o que famílias de vítimas tem a pedir

O desfecho sem acordo nas negociações com Defensoria Pública e Ministério Público, de certa forma, não surpreendeu o Flamengo. Advogados do clube ainda confiam que vão conseguir evitar batalhas judiciais nas tratativas diretas com as famílias das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu, que matou 10 jovens há duas semanas. Nesta quinta, eles se reúnem com os parentes, às 14h, no Tribunal de Justiça.

Não há, no entanto, expectativa de que as negociações acabem logo mais. Em um primeiro momento, mais do que oferecer, o Flamengo quer ouvir o que cada família tem a pedir. Indenização alta na mão? Um valor mensal significativo? Casa? A ideia é entender a necessidade de cada um e, possivelmente, individualizar as tratativas, embora não esteja descartado um acordo coletivo.

Diante do cenário, o Flamengo crê em um jogo de paciência e vislumbra um desfecho em 10 dias. A tragédia no Ninho do Urubu ainda não completou duas semanas, e todas as partes estão sentadas na mesa de negociações em busca de um acordo. O clube carioca quer evitar uma arrastada disputa na Justiça e entende que esse seria o melhor caminho para todos. No caso do Flamengo, além de colocar um ponto final na questão indenizatória e amparar as famílias, evitaria um desgaste ainda maior na já arranhada imagem.

  • O Flamengo seguirá atuando para que os familiares sejam indenizados de forma justa e no menor período de tempo possível, minimizando a dor e o sofrimento das famílias – diz trecho da nota oficial emitida pelo clube na noite desta quarta.

Fla aumenta oferta, mas nova proposta é recusada pelo MP

Nesta quarta, em um hotel no Recreio, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o Flamengo se reuniu pela primeira vez com as famílias. O clube não apresentou valores, o que incomodou alguns presentes.

Nesta quinta, no Tribunal de Justiça, a ideia é que as conversas avancem, até porque nem todos estiveram presentes. Alguns parentes de vítimas e seus representantes legais chegam ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira. As tratativas serão mediadas pelo desembargador Cesar Cury.

Nesta quarta-feira, o Ministério Público convocou a imprensa para informar que o Flamengo ofereceu entre R$ 300 mil e R$ 400 mil, além de um salário mínimo mensal por dez anos, para cada família, o que foi rejeitado pelo órgão. O clube não fala abertamente, mas alega que essa foi a primeira oferta e houve uma nova proposta apresentada – mantida em sigilo e em quantias maiores. Não houve acordo.

Globo Esporte

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