Lincoln pulou etapas na carreira. Aos 16 anos, realizou o sonho de muitos garotos e foi para o profissional do Flamengo. Toda decisão, no entanto, tem consequências. E em 2018 o centroavante vivenciou os lados bons e ruins da escolha.
A parte boa é indiscutível. Lincoln passou a ser lapidado por treinadores mais gabaritados. Trabalhou ao lado de grandes nomes, adquiriu maior conhecimento tático, jogou no Maracanã lotado e acumulou experiências em uma estrutura profissional.
Mas tem a parte ruim também. Com grande concorrência, contra jogadores mais velhos, pouco jogou no primeiro ano como profissional. Foram 25 jogos – apenas quatro como titular. A última vez em campo com a camisa do Flamengo, por exemplo, foi no fim de setembro, na estreia de Dorival. Perdeu espaço, sequência e ritmo de jogo.
– Tenho muita calma. Creio que no tempo certo as coisas vão acontecer. Estou aqui para servir o Flamengo. Sei respeitar o Dourado e o Uribe, que são mais velhos e têm que ter a preferência. Se precisarem de mim, vou dar o meu máximo para dar conta do recado. Espero jogar mais, ter mais chances, minutagem em 2019. Quero dar alegria ao torcedor. Quero jogar e jogar bem.
No balanço, no entanto, a avaliação de 2018 é boa. Serviu como aprendizado, na visão do centroavante.
– Foi bom. Fui bem quando entrei, consegui fazer dois gols. É complicado não ter uma sequência de jogos. Mas como um todo meu ano foi bom. Espero que no ano que vem seja melhor ainda. Ganhei experiência. Procuro pegar algo de cada um. Foi assim com Guerrero, com Dourado… Sei que me falta ainda experiência pela idade. Mas quero aproveitar da melhor maneira minhas oportunidades.
A temporada de Lincoln, no entanto, ainda não acabou. De férias no Espírito Santo, o atacante aguarda com ansiedade a convocação para o Sul-Americano sub-20. A competição será disputada no Chile, em janeiro. Caso convocado, ele se apresenta em 17 de dezembro. Thuler e Hugo Souza são outros rubro-negros que devem disputar o torneio.
Globo Esporte
