Vitinho sempre foi e entendeu o que é ser rubro-negro, afinal, desde criança é torcedor. Há quase três meses, no entanto, vem vivenciando o Flamengo. E de dentro, de onde sempre sonhou, presenciou o turbilhão de emoções que é o clube. Em tão pouco tempo, com apenas 20 jogos, já passou pelos mais variados momentos.
O início não foi fácil, especialmente para quem chegou com a missão de substituir Vinicius Junior. Mais do que isso, Vitinho desembarcou na Gávea com o carimbo de contratação mais cara da história do clube. Foram 10 milhões de euros que, reconhece, pesaram no primeiro momento.
– A questão de ser a maior contratação do clube gera uma ansiedade. Não só por isso, mas pelo amor que eu tenho, por ser flamenguista, por ter um sonho realizado. Queria dar o retorno imediato, e isso foi me deixando ansioso.
As trovoadas ficaram para trás. O início frustrante, que levou Vitinho ao banco de reservas com Barbieri, faz parte de um passado nem tão distante, mas que já é página virada. Nos últimos três jogos, já sob o comando de Dorival Junior, foram três vitórias, quatro assistências, um gol e muitos elogios. Vitinho, enfim, começa a escrever sua história no Flamengo.
– Estou satisfeito, mas quero continuar evoluindo. Estou ganhando confiança a cada treino, a cada jogo. Quero continuar nessa pegada.
– Tenho muito a melhorar, mas teve um ponto de partida. Teve um começo. Quero que nunca tenha um fim. Acredito que vou evoluir mais.
Vitinho faz o tipo mais discreto, não é de muitas palavras, mas nesta quarta, no Ninho do Urubu, abriu o jogo e bateu um papo com o Globo Esporte por cerca de 40 minutos. Falou de tudo um pouco, da comparação com Vinicius Junior, do jogo contra o Atlético-MG quando entrou e foi substituído no segundo tempo, das relações com Barbieri e Dorival e do “jogo do ano” contra o Palmeiras. Mais do que isso, afirmou estar vivendo um sonho com a camisa rubro-negra. Um sonho em que ainda projeta muitos momentos marcantes e espera não acordar tão cedo.
Globo Esporte
