Ser zagueiro jovem não é tarefa simples, quem dirá nos dois clubes de maior torcida do Brasil. Leonardo Rodrigues dos Santos, corintiano, 19 anos, e Leonardo Campos Duarte da Silva, flamenguista, 22 anos, ultrapassaram esta barreira. Na semifinal da Copa do Brasil desta quarta-feira (26), a Arena Corinthians recebe os defensores que têm passado pela fronteira de promessa à realidade.
Xarás, eles foram dois dos principais zagueiros da Copa São Paulo de 2016. O Flamengo de Léo Duarte ficou com o título sobre o Corinthians de Léo Santos em pleno Pacaembu, em vitória nos pênaltis após reação a um placar adverso de 2 a 0. Naquele dia, com apenas 16 anos, o precoce Léo corintiano certamente lamentou estar suspenso e não jogar a decisão perdida. Dois anos depois, eles se reencontram em outra copa com caráter nacional, agora adulta.
De origem germânica, o nome Leonhard é formado pelos elementos levon, que significa “leão”, e hardu, algo como “valente e corajoso”. Virtudes aplicáveis aos jovens que tentarão levar suas equipes até a decisão da Copa do Brasil.
Léo Duarte venceu ídolo, reforço caro e descrença para ser titular
Léo Duarte começou 2018 absolutamente distante da titularidade no Flamengo após dois anos no banco e com poucos minutos. O jovem, de 22 anos, era apenas a quarta opção do setor em um elenco que ainda conta com Réver, Rhodolfo, adquirdo por R$ 4 milhões, o ídolo Juan e ainda o também novato Thuler. Por coincidências do destino, ele assumiu o posto no começo de maio e não mais perdeu a posição.
Naquele momento, os defensores mais velhos esbarraram nas lesões em sequência e ficaram afastados por alguns jogos. Léo Duarte entrou no time e deu conta do recado. A cobrança da torcida por um jogador veloz na defesa era constante, pois estava nítida a desvantagem da zaga nas disputas contra os atacantes mais rápidos. E foi justamente neste aspecto que o camisa 43 se destacou.
Ao ganhar a maioria dos combates contra os adversários e mostrar presença nas jogadas em velocidade, o natural de Mococa, pequena cidade que fica a 3h30 da capital paulista, caiu como uma luva no time de Maurício Barbieri.
A partir daquele momento, Léo Duarte não deu brecha para os possíveis retornos de Rhodolfo e Juan. Ele se transformou em titular incontestável ao lado do capitão Réver. Com 53 jogos vestindo vermelho e preto e um gol marcado, o zagueiro chega prestigiado ao “jogo do ano” no Flamengo.
Ele comemora com frequência a evolução, mas com a maturidade que a bola ensinou, sabe que um erro é capaz de colocar tudo a perder. Vale lembrar que recentemente o clube renovou o contrato do zagueiro até dezembro de 2022.
“É o meu melhor ano desde que subi ao profissional. A pressão existe no Flamengo, mas acho que os jogadores jovens são o futuro do clube. A torcida apoia bastante quem veio da base também. Existe uma adaptação complicada ao profissional, mas creio que as coisas estão evoluindo. No momento, Réver e eu jogamos. Sabemos que o trabalho precisa ser feito para evitar o mínimo de erro. No futebol, uma bola às vezes é o suficiente”, comentou.
Uol
