A bola no travessão em Campinas, no fim da partida, aliviou a torcida do Flamengo e Léo Duarte. Com o placar apertado de 1 a 0, uma semana depois, o Rubro-Negro garantiria a passagem para as quartas de final. No vestiário, o zagueiro de 21 anos recebeu incentivo especial de outro jovem. Mauricio Barbieri, 36, disse que ele fez excelente partida e que mesmo se o time levasse aquele gol a opinião dele sobre o desempenho de Léo não mudaria.
Nascido em Mococa, pequena cidade que fica a 3h30 da capital paulista, Léo, filho de pedreiro, constrói sua trajetória no Flamengo aos poucos. No primeiro ano, saindo do título da Copinha como capitão em 2016, foram nove jogos e 810 minutos em campo. No ano passado, apenas 323 minutos em seis partidas. Este ano, mais maduro e mais forte (ganhou 6 kg desde que chegou aos profissionais), são 11 partidas (920 minutos em campo), uma sequência como titular que jamais teve – quatro jogos consecutivos – e um sentimento fora do comum.
– Treinar é bem diferente de jogar. No treino você não cansa tanto, você cansa, claro, desgasta, mas no jogo é muito choque, muito contato. A tensão psicológica. É totalmente diferente. Acho que esse é meu melhor ano no profissional. Estou me sentindo melhor, mais maduro. Espero jogar mais.
Globo Esporte
