O atacante Paolo Guerrero teve a oportunidade de expressar diretamente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, sua decepção por não poder disputar a Copa do Mundo deste ano, após ter sido suspenso por 14 meses. O mandatário da entidade esteve reunido com o jogador e o presidente da Federação Peruana de Futebol (FPF), Edwin Oviedo, na manhã desta terça, e expressou compreensão diante do drama do atacante do Flamengo.
Embora tenha deixado claro que entende a decepção vivida pelo atleta de 34 anos, Infantino frisou que a punição não partiu da Fifa – mas sim do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), depois de um recurso contra uma decisão tomada pelo órgão que gere o futebol mundial.
Em dezembro, a Fifa reduziu a suspensão de Guerrero de um ano para seis meses – o que permitiu ao peruano voltar a vestir a camisa do Flamengo em maio deste ano e liberaria o jogador para disputar a Copa do Mundo. Entretanto, uma decisão do TAS, divulgada no dia 14 de maio, ampliou a pena para 14 meses, forçando Paolo a estar fora dos gramados até janeiro do ano que vem.
A FifPro – Federação Internacional dos jogadores de futebol – mostrou-se solidária ao drama pessoal do peruano e escreveu uma carta à Fifa, pedindo que Guerrero fosse liberado para disputar a Copa do Mundo com sua seleção, que voltará a disputar o torneio depois de 36 anos. O atacante, então, consegui agendar uma reunião com Gianni Infantino, em Zurique, para tratar do assunto.
A ausência de Guerrero no Mundial vem mobilizando os fãs, que foram às ruas do Peru para mostrar apoio ao atacante. Muitos torcedores com a camisa da seleção do país também apareceram na porta da sede da Fifa, nesta terça.
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