Maurício Barbieri comandou o Flamengo pela primeira vez em uma partida oficial no último sábado (14). O empate por 2 a 2 com o Vitória ficou marcado pelos grosseiros erros do trio de arbitragem –afastado pela CBF – e prejudicou qualquer análise mais profunda em relação ao trabalho do técnico interino. De qualquer forma, o profissional tem uma prova de fogo pela frente para seguir na direção do Rubro-negro.
Ao perder Everton Ribeiro – expulso de forma equivocada logo no início -, Barbieri precisou remontar um Flamengo por mais de 80 minutos. A inferioridade numérica fez diferença na partida. Independentemente das dificuldades na estreia, o técnico conta com o respaldo do presidente Eduardo Bandeira de Mello, do CEO Fred Luz e do diretor Carlos Noval para continuar no cargo mesmo diante da pressão política pela contratação de um comandante experiente.
As justificativas foram dadas pelo jovem técnico em entrevista coletiva. “O lance inicial definiu muito do que foi o jogo depois. O Paquetá estava um pouco desgastado. Entendi que o Geuvânio, pelo lado esquerdo, ajudaria mais e abriria espaços para o Vinicius na velocidade. Mas o que pesou mesmo foi a questão do desgaste”, disse.
Em alguns momentos da partida, o Flamengo mostrou evolução, como na chegada dos homens de meio de campo na área adversária. Por outro lado, conhecidos problemas se repetiram. Os espaços dados pelos laterais estiverem presentes. A defesa ficou parada no gol de Denilson.
Maurício Barbieri tem uma sequência fundamental pela frente. Se passar bem pela prova de fogo, principalmente nos compromissos da Copa Libertadores, o técnico seguirá no comando da equipe com mais tranquilidade. As duas partidas contra o Santa Fe-COL e os duelos diante de América-MG (casa) e Ceará (fora) terão influência direta no futuro do Flamengo na temporada.
Uol
