Não foi só Alberto Valentim que se irritou com os erros de arbitragem do clássico contra o Flamengo, no último sábado. A diretoria do Botafogo ficou indignada, e o presidente Nelson Mufarrej esteve na tarde desta segunda-feira na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) para fazer uma representação contra o árbitro João Batista de Arruda e do bandeirinha Luiz Antônio Muniz de Oliveira, pedindo providências. Entre elas, o veto à dupla dos jogos do clube.
Luiz Antônio Muniz de Oliveira, que validou um gol de Rhodolfo em impedimento, e João Batista de Arruda, que não viu uma cotovelada de Everton em Leandro Carvalho, foram afastados pela Ferj por tempo indeterminado para treinamento. Para o coordenador de ensino da Comissão de Arbitragem de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Coaf-RJ), Sergio Santos, os erros aconteceram por falha de posicionamento do árbitro e auxiliar.
– Consideramos erro gravíssimo de Luiz Antônio Muniz de Oliveira. Por isso ele será conduzido para treinamento para se recapacitar para então retornar ao Campeonato Carioca – avaliou o coordenador durante o programa “De olho na regra”, da TV Ferj, desta segunda-feira, completando com a análise do lance de Everton:
– Houve a agressão. O árbitro não estava bem posicionado e não percebeu a gravidade do ocorrido. Não apresentar o cartão vermelho é um erro grave e o árbitro também será chamado a refazer a instrução da regra 12 (que trata de faltas e incorreções)
Luiz Antônio Muniz de Oliveira também ficou marcado pelo erro na final do Carioca de 2014, entre Flamengo e Vasco, quando validou um gol irregular de Márcio Araújo. Outros lances que geraram reclamação na partida foi um pênalti em cima de Moisés em Paquetá e um tapa de Leandro Carvalho nas costas de Vinicius Junior. Mas o coordenador da Coaf-RJ não tratou destes casos durante o programa.
Globo Esporte
