Quem viu ao vivo, viu. Quem não viu, não vai ver mais. O trio de ataque do Flamengo campeão carioca sub-17 invicto em 2016 (com direito a 4 a 0 e 6 a 1 em cima do Vasco na final da Taça Rio) contava com Vinícius Júnior, Lincoln e Bill. Os dois primeiros já estão nos profissionais do clube e dispensam apresentações. Mas o último deu um belo cartão de visitas nesta terça-feira o golaço que deu a vitória do Flamengo sobre o Audax-SP, em Barueri.
– Eu já fiz gols com a esquerda, mas bonito igual esse, nenhum -, diz Bill, entre uma risada e outra.
O atacante, de 18 anos, é natural do bairro de Heliópolis, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. E relata uma infância na qual o futebol esteve muito presente em todos os momentos.
– Eu nunca imaginei estar aqui. Jogava bola por diversão, bola de meia, de papel, tampinha de garrafa, corria atrás de pipa também – conta o atacante.
Os vizinhos, às vezes, não eram tão compreensivos com a turma da pelada. Sobretudo quando a bola caía na casa deles e os meninos iam buscar.
– Eu já tomei muita bronca de vizinho, e até mordida de cachorro no tornozelo uma vez, era magrinho, rápido, mas não consegui fugir. Mas hoje, os mesmos vizinhos que reclamavam dão parabéns para mim e me apoiam muito. Isso é muito bacana.
Com a velocidade adquirida na infância, Bill tenta ganhar os duelos contra os zagueiros nos gramados. A trajetória dele começou no Nova Iguaçu, aos 13 anos. Aos 15, veio o convite do Flamengo e o início da parceria com Lincoln e Vinícius Júnior, que se estende para fora dos gramados. Exceto no videogame.
– Eu frequento a casa deles, e eles a minha. Mas não dá para jogar contra o Vinícius no videogame não, ele é o dono e é viciado. Me ganha quase sempre. Mas de vez em quando eu dou trabalho – brinca.
Globo Esporte
