Motivo 1:
De acordo com o orçamento aprovado no mês de dezembro do ano passado, o investimento no futebol para contratações inclui R$ 15 milhões em 2018. Desta forma, o Flamengo vai reduzir o seu poder de aplicação comparado ao último ano, quando desembolsou mais de R$ 60 milhões em novas aquisições. A folha de pagamento do futebol deve seguir em R$ 10 milhões mensais.
Motivo 2:
A indefinição da permanência de Reinaldo Rueda também teve reflexo na busca de reforços. A novela que se arrastou nos últimos dias deve ter o seu desfecho ainda nesta segunda-feira. O colombiano é esperado para a reapresentação no Ninho do Urubu, mas internamente a saída do técnico para comandar a seleção chilena já é considerada provável. Assim, os nomes sugeridos pelo treinador podem ser descartados.
Motivo 3:
O Flamengo pretende contratar um atacante para iniciar a temporada como titular. Com a suspensão de Paolo Guerrero – que só poderá ficar à disposição em maio – a diretoria mapeia o mercado em busca de um nome para o setor. Vagner Love, que está no Alanyaspor, da Turquia, apareceu como alvo recente nesta semana. Aos 33 anos, ele tem contrato até 2020 e o negócio não é considerado simples. Contratar um atacante renomado continua sendo uma das metas, mas concluir uma dessas operações virou um desafio para diretoria neste início de 2018.
Motivo 4:
O Flamengo fez contratações importantes no segundo semestre de 2017. Diego Alves, Rhodolfo, Geuvânio e Éverton Ribeiro foram anunciados no período. O último veio à Gávea em negócio com Al-Ahli, numa operação que custou 6 milhões de euros (à época R$ 22 milhões) aos cofres. O meia ainda não mostrou todo o seu potencial em campo. Porém, internamente, a expectativa é que o camisa 7 tenha um crescimento técnico em 2018 após uma boa pré-temporada e seja um dos protagonistas ao lado de Diego e Paolo Guerrero.
Motivo 5:
Outro consenso interno no Flamengo é a busca por nomes de impacto em 2018. Assim, num primeiro momento, a contratação de uma aposta é considerada improvável. O Rubro-Negro pretende contar com reforços pontuais, que cheguem para ocupar um lugar no time titular.
Cobranças da torcida pressionam o departamento de futebol a dar tiros mais certeiros, sem arriscar em nomes desconhecidos ou com reprovação.
Motivo 6:
O Flamengo estuda se desfazer de alguns jogadores do elenco. O plantel é muito numeroso, mesmo com a saída de dez jogadores numa ‘barca’ divulgada recentemente. Nomes com Muralha, Mancuello, Rafael Vaz e Gabriel podem deixar a Gávea e abrir espaço para novas aquisições. Salário alto dos nomes citados, porém, dificulta repasse para outros times.

Motivo 7:
O Flamengo manteve conversas recentes para contratar dois jogadores: Zeca, ex-Santos, e Pablo, ex-Corinthians. Hoje, porém, estão mais distantes. A negociação com o lateral parecia próxima de um final feliz, mas esfriou. Por conta desse impasse no desligamento do atleta com o Peixe, o departamento jurídico do clube alertou sobre os “perigos” da conclusão do negócio. Na outra conversa, o Rubro-Negro tentou reduzir a pedida do Bordeaux para fechar com o zagueiro. A diretoria não acenou com a possibilidade de pagar os R$ 12 milhões pedidos pelos franceses. Além de diminuir o valor, uma das intenções também era parcelar o pagamento.
Motivo 8:
Menos agressivo no mercado do que em anos anteriores, o Flamengo deve recorrer à base com mais frequência nesta temporada. Dois nomes aparecem como candidatos para iniciar o ano entre os titulares: Lucas Paquetá e Vinicius Júnior. O primeiro ganhou espaço com Rueda e teve momentos marcantes em 2017, incluindo gols nas decisões da Copa do Brasil e Sul-Americana. Vendido ao Real Madrid numa transferência milionária, o segundo deve ganhar mais chances.
Lancenet
