O Flamengo de Reinaldo Rueda sofreu, levantou, se machucou e se curou em uma aventura de quatro meses que, apesar de todas as emoções, termina frustrante sob os comandos do vitorioso técnico colombiano. Em um Maracanã lotado por mais de 60 mil pessoas, a história se repetiu. Agora na Sul-Americana.
O time rubro-negro lutou muito, saiu na frente com Lucas Paquetá, mas sofreu gol de empate – Barco converteu pênalti marcado com o auxílio do árbitro de vídeo – e viu o Independiente comemorar de novo com o 1 a 1 no Rio.
O segundo vice-campeonato de 2017 – que termina apenas com a conquista do Carioca e a segunda colocação da Copa do Brasil e da Sul-Americana – marca um ano de expectativas altas e frustrações muito maiores. Foram três finais na temporada de mais de 80 jogos e um título – depois de não conseguir virar placar adverso de 2 a 1 para o “Rojo” em Buenos Aires.
A derrota em outra decisão dói, mas também cria casca fundamental contra nova eliminação precoce na Libertadores de 2018. Se passou longe de montar uma grande equipe, o técnico colombiano buscou caminhos e soluções que o Fla não parecia encontrar mais em 2017. Cabe à diretoria dar condições para que o colombiano molde esse Rubro-Negro que “pelea” mais do que “baila” ou encanta.
Depois de um cenário de caos e guerra do lado de fora do Maracanã, a bola rolou para jogo tenso na final da Sul-Americana. O Flamengo tomou a iniciativa, mas encontrou argentinos organizados e com paciência em dia para esperar o passe certo e não desperdiçar a bola. Não faltou raça, mas um pouco mais de futebol. O time argentino foi o melhor do confronto e mereceu mais um título continental.
Globo Esporte
