A diretoria do Flamengo evita falar em mudanças no departamento de futebol. Mas a primeira delas já está definida. O coordenador do departamento de psicologia Fernando Gonçalves vai encerrar vínculo de dois anos e meio com o Flamengo. Ele deixa o dia a dia do clube, mas segue como espécie de consultor do Centro de Excelência em Perfomance, que ajudou a montar durante o período dentro do Rubro-Negro.
Gonçalves evita o termo consultoria. Depois de 16 anos dentro da Traffic, mais outras passagens no futebol, pelo Vasco e pelo Fluminense, em diferentes funções, ele se incomoda com a conotação pejorativa que viu ser imputada nos últimos anos no Rubro-Negro. Em contato inicial com o GloboEsporte.com, quando foi questionado sobre a saída do Flamengo, Fernando Gonçalves afirmou que não estava saindo, pois seguiria como “guardião do CEP”.
A diretoria do Flamengo ainda não confirma a informação. O que está se desenhando é a consultoria da empresa montada por Gonçalves para contribuir no processo de transição de uma nova equipe, que vai assumir o departamento de psicologia e se integrar ao CEP.
Fernando Gonçalves vai ajudar na seleção de novos profissionais para o setor. Com ele, sai também Paulo Cesar Brito, que fazia parte de sua equipe e segue novos rumos em sua empresa pessoal. Ainda há dois psicológos que atendem as categorias de base do Flamengo.
Em entrevista por telefone ao GloboEsporte.com, nessa sexta, Gonçalves mostrou orgulho do trabalho realizado – citou o treinamento emocional e a preparação mental de atletas da base como Lucas Paquetá, Felipe Vizeu e até profissionais oriundos da base, como o atual vascaíno Zé Ricardo em reuniões que começaram há três anos – e comentou alguns assuntos pela primeira vez.
As críticas de torcedores, a campanha que também o atingiu dentro da conturbada vida política do clube contra membros do departamento de futebol, o trabalho com jogadores contestados e até a imagem de “torcedor do Fluminense”, que era munição para quem o queria longe do Flamengo.
Globo Esporte
