Neste domingo, contra a Chapecoense, 17h, na Arena Condá, o Flamengo de Reinaldo Rueda tentará pôr fim a uma incômoda seca. Torcedor rubro-negro, você se lembra do último gol do time fora de casa? Tente resgatar na memória. Não se lembrou? Pois faz tempo, mais de dois meses.
Foi no dia 2 de agosto, na derrota por 3 a 2 para o Santos, no Pacaembu, pela 18ª rodada do Brasileirão, ainda sob o comando de Zé Ricardo. Na ocasião, Felipe Vizeu colocou o time da Gávea na frente do placar, mas a equipe santista virou no fim.
De lá para cá, foram 563 minutos sem balançar as redes longe de seus domínios – os 23 minutos restantes do jogo contra o Peixe, mais outras seis partidas – três empates e três derrotas como visitante.
O jejum de vitórias fora de casa é maior – se estende por dez partidas, desde o triunfo por 1 a 0 sobre o Vasco, no dia 8 de julho. Mas o período sem gols coincide, quase que em sua totalidade, com a presença de Reinaldo Rueda à frente do time.
O treinador colombiano estreou no empate em 0 a 0 com o Botafogo, pela semifinal da Copa do Brasil, no dia 16 de agosto, e não viu sua equipe vencer nem balançar a rede como visitante. E não é uma simples coincidência.
Assim que chegou ao Flamengo, Rueda priorizou ajustes na defesa. Preocupado em deixar a equipe mais segura atrás, pediu aos laterais uma postura mais recuada, mais preocupada em fechar os espaços. A mudança teve efeito imediato, reduzindo o número de gols sofridos.
Sem laterais apoiando com frequência, porém, o Fla passou a chegar ao ataque com menos homens. O reflexo da postura nos resultados ficou mais evidente fora de casa, onde o adversário costuma propor mais o jogo, forçando a equipe a se preocupar mais com a defesa e obrigando os laterais a ficarem mais presos. E o desempenho rubro-negro como visitante, que já não era dos melhores na temporada, caiu ainda mais.
Dentro de casa, o inverso: 10 jogos de invencibilidade
Como mandante, por outro lado, o retrospecto do Flamengo de Rueda muda completamente. Com a equipe adversária jogando na maioria das vezes mais recuada por estar fora de casa, o Rubro-Negro joga mais solto, consegue se impor e ter volume de jogo. Sob o comando do técnico colombiano, são dez jogos invictos (seis vitórias e quatro empates) em casa, 20 gols marcados e apenas quatro sofridos.
Globo Esporte
