Aos 18 anos e 1,80m de altura, meio-campista canhoto tem expectativa de ser aproveitado no time já em 2016; Iniesta, Kaká e Alan Patrick são três que o inspiram.
Titular absoluto desde sua chegada ao Flamengo até o sub-15, o meia Lucas Paquetá teve seu futuro na Gávea ameaçado quando pulou para a categoria seguinte. Franzino e com apenas 1,53m aos 15 anos, tinha técnica, mas não conseguia ganhar no corpo de seus adversários. Isso o fez ficar fora de várias partidas. A dispensa parecia questão de tempo, principalmente porque não conseguia crescer fisicamente. Após familiares e empresários insistirem muito, o tratamento vingou e, ao aparecer nos juniores com biotipo totalmente diferente, a pergunta mais ouvida era: “Esse é aquele Paquetá mesmo?”. Hoje, aos 18 anos, tem 1,80m e, inclusive, foi um dos escolhidos por Oswaldo de Oliveira para treinar entre os profissionais no fim da temporada.
– Eu tive esse problema ósseo, fiz vários tratamentos, mas nada deu resposta rapidamente. Fui evoluindo com o tempo – afirmou.
Chegou ao sub-20 rubro-negro em 2015 e jogou por praticamente todas as posições do meio-campo. Também atuou no ataque, mas, apesar da versatilidade, Paquetá esclarece que sua área é mesmo a zona central.
– Minha posição mesmo é meia de ligação, jogo de volante também e já atuei de atacante.
Em relação a referências, aponta três nomes: um estrangeiro que é um dos maestros do atual campeão mundial, um brasileiro de sucesso na Europa e na Seleção e um do próprio Flamengo.
– Meu ídolo é o Kaká e atualmente me inspiro no Iniesta. Dentro do Flamengo meu espelho é o Alan Patrick – enumerou.
Diferentemente da maioria dos jovens atletas da atualidade, Lucas Tolentino Coelho de Lima, nascido em Paquetá – ilha localizada no interior nordeste da Baía de Guanabara -, não quer trocar o Rio de Janeiro pelo frio europeu tão cedo.
– Uns dos meus sonhos é me tornar jogador do Flamengo, fazer história no clube e ser lembrado dentro do clube – encerrou.
Se o crescimento dentro do Flamengo for proporcional ao ganho físico em relação aos 15 anos, a torcida rubro-negra pode esperar muito de Paquetá.
Diretor da base destaca crescimento tardio do atleta
Diretor da base rubro-negra, Carlos Noval confirma a surpresa que muitos tiveram com a espichada de Paquetá. Para ele e outros coordenadores da base, porém, o crescimento tanto fisicamente quanto tecnicamente era esperado.
– Paquetá sempre foi um talento desde pequeno, só que a maturação dele foi muito tardia. É um exemplo de que você realmente tem que segurar o atleta até o final. Foi muito lenta. No ano passado, deu uma despontada, maturou e se formou bem fisicamente e tecnicamente. É muito inteligente. Já já vamos vê-lo entre os profissionais – arriscou.
Noval está certo de que Paquetá é um ativo que renderá muito aos cofres do Fla futuramente. E sua versatilidade também é destacada.
– Não tenho dúvida (de que trará ganhos financeiros ao Flamengo), realmente é diferenciado, lógico que ainda falta muita coisa, tem que aperfeiçoar muitas coisas. É extremamente identificado e comprometido. A técnica dele é muito grande. Só não faz o primeiro homem de meio-campo e é um excelente finalizador. Por ter um excelente saída de bola, às vezes era escalado como segundo homem.
Por fim, o diretor explicou o que permitiu o jovem de 18 anos crescer.
– Nós, que estávamos ali dentro, tínhamos consciência do talento dele, mas sabíamos que de uma hora para outra iria estourar. Entrou para um grupo especial de atletas, com suplementação diferenciada e deu uma boa despontada.